Meu nome é Anselmo Luiz Éden Battisti, minha mãe me deu esses nomes pelos seguintes motivos:
Anselmo: Nome de um primo do meu avô que faleceu alguns dias antes de eu nascer, reza a lenda que ele era uma pessoa muito boa, e depois de alguns anos descobri um outro Anselmo que também tem esse nome por causa do falecido Anselmo, bom isso prova que o cara devia ser gente boa mesmo, Anselmo é um nome de origem Germânica que significa o escudeiro dos Deuses, aquele que protege, ou seja sou um protetor gente boa!
Luiz : Esse nome foi em homenagem a um irmão da minha mãe, um cara realmente bacana e que infelizmente morreu a alguns anos em um acidente de trabalho, fique com Deus tio!
Éden: Bom essa é fácil né, minha mãe viu o menino louro dos olhos azuis e falou – Meu Deus esse menino é o paraíso vou chama-lo de Éden
Battisti: Tenho muito orgulho desse sobrenome, imigrantes italianos/austríacos da Região do Vêneto (atualmente parte do território ) italiano imigraram para o Sul do Brasil e deram origem um porilhão de gente que forma essa massa espalha principalmente pela região Sul do pais, no orkut nossa comunidade tem mais de 500 membros eta battistaiada!
Quando pequeno nos mudavamos muito, meu pai era agricultor e nos idos de 86 com aquele crise loca tivemos que ir para o mato grosso, morrei um tempo no meio da floresta amazônica, tinha amigos imaginário (é tinha que ser né lá não tinham muitos amigos, o vizinho de porta ficava a 2 Km de distância), voltamos para o Paraná em 89, comecei a estudar meus professores chegaram a me categorizar como tendo retardo mental, na verdade eu era muito inibido, vergonhoso bicho do mato, mas como sempre fui bem nos estudos, pra não dizer CDF acabaram entendendo como eu era e me deixaram em paz!
Fiquei cara a cara com o computador pela primeira vez na casa de um primo meu, ele tinha um 496 DX2, uma máquina vivia jogando (Carmem San Diegom, Stunts Holf 3D, devo boa parte da minha miopia a este último). Ganhei meu primeiro PC aos 14 anos, minha mãe fez um consórcio, sim igual de carro, custou uns R$ 2.500,00, e de tanto eu pedir a Deus fui sorteado no primeiro mês, nossa que felicidade, um Petinum 200 MMX 32MB de Ram e 1.9 Gb de HD, nossa depois de um tempo eu tinha que apagar os .BMP de dentro do windows para ter espaço para minhas coisas.
Minha turma era composta pelas seguinte entidades:
- Marcos : Vizinho da minha avó;
- Caio : Um dos primeiros a ter computado na cidade;
- Anderson : (vulgo Biro) metido a jogador de futebol acabou virando professor de história
- Cesar (meu primo) veio de Laranjeiras do Sul para Tupãssi, esse cara era foda tinha fila de mulé a fim dele, ate tentou ser modelo mas ele disse que tinha que dar o bozo pra ser famoso e ele abandono essa vida;
Uma vez participei de um grupo de canto e coral, eu era bom, antes dos hormônios me deixarem com uma voz de pato, uma vez fomos cantar o Hino Nacional e o locutor disse – Aplaudam as meninas do canto e coral de Tupãssi, cara meus amigo me zuaram muito.
Até os meus 15 anos anos ficava sempre naquela vidinha, jogava bola, computado, jogava demais da conta, lia bastante também adorava a Coleção Vagalume, no final de cada livro tinha as capas dos outros livros da série, eu ia lendo pela ordem da capa, pena que a biblioteca da minha escola era muito acabada e tinham poucos livros, um dos livros que mais gostei da sério foi o ‘A Árvore que Dava Dinheiro’ e o ‘Garra de Campeão’.
Aos 15 anos acabei entrando em um grupo de capoeira chamado Estrela do Mar, a instrutora era a Leise, uma recem formada em Educação Física pela UEL, uma pessoa fantástica, ela era bachinha, devia ter no máximo 1.62 estourando, e agente era tudo grandão eu tinha já uns 1,85 ou mais e ela vivia batendo na gente (digo ensinando de forma dolorida as cosas), treinei por 2 anos e meio, gosto muito de capoeira e espero um dia volta a fazer essa dança/luta/arte que é a raiz da liberdade do corpo e da mente, acabei parando pois comecei a trabalhar, isso aos 17 anos.
Comecei a dar aula em uma escola de Informática chamada CDI, pensa um muleque de 17 anos de idade dando aulas de informática, bem esse cara era eu, a maior parte dos alunos eram mais velhos do que eu e pior ainda, muitos eram meus amigos e uns ainda foram pessoas que judiaram de mim quando pequeno, é quem bate esquece quem apanha não. Três passagens em particular marcaram minha vida:
1 – Após a explicação de um conteúdo uma aluna me olhou com um olhar e me disse: – Então quer dizer que… eu não deixei ela terminar a frase e disse – Não, ela falou mas como assim eu não terminei eu disse não precisa eu acho que me expressei mal e por isso você entendeu errado, ela falou mas como você sabe o que eu ia dizer eu disse então o que ela iria dizer e realmente eu estava certo, isso me mostrou quem em uma apresentação bem feita o orador conduz a platéia para onde ele quiser, tanto para o lado certo como para o lado errado.
2 – Certa vez uma senhora veio fazer aula comigo, ela havia sido por muitos anos zeladora da escola onde eu estudei, sempre tive uma relação muito boa com as pessoas que trabalhavam na escola, as vezes eu e o biro iamos ajudar a senhora que servia a merenda a carregar a panela pois ela era meio velhinha já, voltando a minha aluna, ela vendia avon era boa com contas, ela sabia fazer regra de 3 perfeitamente em sua calculado mas ela não conseguia fazer isso no excel, meu Deus eu tentei de todas as formas mas ela não conseguiu aprender, fracassei como professor aquele semestre com ela, o que aprendi que um problema pode ser resolvido dependendo do ângulo que você o encara, se olhar pelo ângulo errado então você terá problemas
3 – Trabalhei em 3 cidades (Tupãssi / Assis Chateaubriand / Jesuítas) nessa última cidade conheci uma professora aposentada, seu nome era Maria, uma senhora muito calma, com muita paciência uma pessoa incrível, (uma vez fui arrumar um PC em um convento lá em Jesuítas, muito legal), uma semana eu fiquei muito doente de gripe e essa Maria acabou indo para um congresso da Natura, ela era distribuidora de natura na região, em uma cidade perto de São Paulo não me lembro o nome agora, mas ela me trouxe um presente, um vidro de mel de abelha com gengibre, sim ela se preocupou com minha saúde mesmo estando longe, o que aprendi, as pessoas boas de coração sempre colocam os sentimentos dos outros como prioridade ao encontrar estas pessoas fique com elas e de a elas todo o carrinho que você puder.
Aos 17 anos comecei a namorar com a Karoline, ela era irmã de um colega de classe, um menina bem tinhosa por sinal, ela me rejeitou umas 4 ou 5 vezes, no dia que ela disse sim foi muito engraçado, agente estava saindo do ginásio de esportes e o pessoal do grupo de capoeira estava lá vendo a uma partia de futebol, quando eles viram que eu estava saindo de mão dadas com a Karol os cara fizeram um escarcel dos diabos, todo mundo olhou, parecia coisa de filme, quase que ela sai correndo naquela hora.
Atualmente sou Casado com a Karoline, trabalho em uma empresa de desenvolvimento de software chamada Webgeium, fiz faculdade de Informática na Unioeste (depois de reprovar 2 vezes na UEM e 3 vezes na Unioeste passei no vestibular em 8 lugar) quase enfartei quando vi meu nome na lista dos aprovados!
Qualquer dia conto outras histórias do meu passado não muito distantes afinal sou novinho ainda!
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